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Category: Saúde

31 de março de 2021 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Entrevista Rádio Trianon Dra. Camille Figueiredo

Por Camille Pinto Figueiredo para Rádio Trianon

* Camille Pinto Figueiredo é reumatologista, na Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, em São Paulo.

20 de março de 2021 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Entrevista RJTV Dra. Camille Figueiredo

Por Camille Pinto Figueiredo para RJTV

* Camille Pinto Figueiredo é reumatologista, na Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, em São Paulo.

15 de março de 2021 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Fibromialgia: identifique e trate o problema

Por Mariana Ortega para Revista AnaMaria

* Mariana Ortega é reumatologista, na Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, em São Paulo.

12 de março de 2021 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Entrevista Rádio Garanhus Dra. Camille Figueiredo

Por Camille Pinto Figueiredo para Rádio Garanhus

* Camille Pinto Figueiredo é reumatologista, na Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, em São Paulo.

2 de dezembro de 2020 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Participação do Dr. Murillo no jornal da Record News para falar sobre Reumatologia e HIV

Por Cobra Reumatologia

No Dia Mundial de Luta contra a Aids a participação que o Dr. Murillo fez no jornal da Record News para falar sobre Reumatologia e HIV

23 de novembro de 2020 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Reumatologia: 5 dicas para quem é portador do HIV

Por Cobra Reumatologia

O dia primeiro de dezembro é o Dia Mundial de Luta contra a Aids e o que poucas pessoas sabem é que pode ser importante que os reumatologistas componham a equipe multidisciplinar para o seu tratamento.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids caracteriza-se não apenas pelo destaque das políticas de prevenção e combate ao preconceito, mas também pela conscientização sobre a qualidade de vida dos portadores da doença. Dessa maneira, é necessário entender como os portadores do HIV e sua forma manifestada, a Aids, podem ser suscetíveis às doenças reumáticas.

O corpo médico da pioneira e renomada Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra mostra às pessoas portadoras de HIV e aos demais médicos especialistas as correlações existentes. Todos devem estar atentos a essa conexão para garantir o melhor tratamento e qualidade de vida aos pacientes. Segundo o Dr. Murillo Dório:

Há uma ampla gama de manifestações que podem ser associadas à lesão direta do vírus, aos mecanismos autoimunes secundários, à infecção e aos efeitos adversos das terapias antirretrovirais (TARV). A infecção causada por HIV desequilibra o sistema imune, causa a imunossupressão e 50% a 60% desses pacientes desenvolvem sintomas musculoesqueléticos, os quais são geralmente autolimitadas. Nas últimas décadas, devido ao avanço das TARVs, esses pacientes vêm mudando o perfil de manifestações clínicas, tendo menos infecções oportunistas e manifestações ligadas a agressão viral, e desenvolvendo mais doenças crônicas.

Dr. Murillo ainda fornece algumas dicas de manifestações que sugerem que a busca de um reumatologista pode ajudar os pacientes portadores de HIV:

  1. Dor ou inchaço nas articulações, principalmente mãos, joelhos, tornozelos, cotovelos e ombros.

Pode refletir uma fase aguda da infecção pelo vírus ou até mesmo um estado de imunossupressão mais profunda.

  • Dor muscular persistente.

Pode indicar inflamação do músculo pelo vírus ou pela TARV, além de ser frequente o diagnóstico concomitante da Fibromialgia.

  • Placas vermelhas ou outras lesões de pele.

Pode indicar psoríase ou outras condições causadoras de artrite.

  • Febre com dor e inchaço de uma única articulação, como o joelho.

Pode indicar uma infecção por bactéria dentro da articulação, favorecida pelo estado de imunossupressão.

  • Novos sintomas como dor articular ou aumento de gânglios nos primeiros meses do início da TARV.

Indica a restauração rápida da imunidade, gerando manifestações de doenças autoimunes.

A última dica do Dr. Murillo para os pacientes é acompanhar de perto com seu médico o uso contínuo da TARV para a adoção de medidas de prevenção e tratamento de possíveis complicações relacionadas aos medicamentos (como a atrofia da gordura das bochechas e o aumento do ácido úrico).

Sobre o doutor: Compõe o corpo médico da Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, se formou em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e fez residência médica na Clínica Médica e Reumatologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).

30 de outubro de 2020 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Reumatologistas ainda são poucos e raros no Brasil

Por Jayme Fogagnolo Cobra para Veja Saúde

Parece no mínimo paradoxal comemorar o Dia Nacional de Luta contra o Reumatismoem um país em que pode haver mais de 20 milhões de pessoas acometidas por doenças reumáticas e, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), existem cerca de 2 400 especialistas disponíveis para atendê-las. O cenário fica pior quando pegamos dados do IBGE e da Previdência Social mostrando que os problemas reumáticos representam a segunda maior causa de solicitações de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez no Brasil.

Para complicar, desse número total de reumatologistas citado acima, mais da metade se concentra em São Paulo e atende em consultórios particulares. Qual é o motivo de tamanha discrepância?

Primeiro, a falta de conhecimento sobre o reumatismo, termo que na verdade abrange mais de 120 tipos de doenças que podem estar ligadas a articulações, músculos, ligamentos, tendões ou ao próprio sistema imunológico. Falamos de um universo que compreende artrites, dores nas costas, tendinites e bursites causadas por esforços repetitivos e doenças inflamatórias autoimunes. E que engloba estudos bioquímicos e cruzamentos com outras especialidades.

Muitas vezes, a dor e o inchaço numa articulação vêm de um problema autoimune, por exemplo. Uma dor contínua nas costas pode ser o primeiro sintoma de uma condição chamada espondilite anquilosante. A questão é que essas doenças precisam de um reumatologista para fazer o diagnóstico precocemente. Em geral, as pessoas com esses sintomas procuram o ortopedista, que cuida mais de traumas. Nós, reumatos, é que tratamos das “ites” que têm causas inflamatórias. Em meio a essa busca equivocada, brasileiros ficam sem diagnóstico e tratamento adequados.

Outro mito em torno das doenças reumáticas é pensar que elas se restringem aos idosos. Não é verdade. Elas surgem em sua maioria por um mau funcionamento do sistema imunológico, podendo aparecer em qualquer idade e não acometer só as juntas. Assim, provocam dores e outros sintomas, além de abalar a qualidade de vida, inclusive em pessoas mais jovens.Continua após a publicidade

Um terceiro aspecto, e que reflete o que apontei há pouco, é que o acesso ao especialista, tanto no sistema público como no privado, ainda é muito difícil. Aprendi com os ensinamentos do meu avô, o professor Castor Jordão Cobra, um dos pioneiros nos estudos e no tratamento das doenças reumáticas no país, que a reumatologia deveria seguir um caminho democrático. Portanto, é importante consolidar serviços mais completos, que atuem também em hospitais e possam ampliar exponencialmente o acesso aos cuidados nessa área.

Inclusive em tempos de adversidade como o da pandemia de Covid-19. Quando o coronavírus chegou ao Brasil, os reumatologistas tiveram de assegurar e resguardar seus pacientes com respostas imediatas. Por isso, a minha equipe assistiu e leu inúmeras discussões de como o novo vírus poderia afetar pacientes em tratamento de doenças autoimunes. Assim como milhares de outros médicos ao redor do mundo, refletimos e elaboramos estratégias para protegê-los.

Nesse contexto, realizamos um estudo prospectivo com 100 pacientes em tratamento de doenças autoimunes desde o início da epidemia, que foram monitorados durante quatro meses. Mensuramos os anticorpos, testamos a presença do vírus e concluímos que durante o pico da pandemia os pacientes se comportaram como o restante da população. Nenhum deles evoluiu para um quadro grave ou precisou ser internado.

Dos 18 que foram infectados pelo Sars-CoV-2, quatro tiveram a doença de forma branda e 14 evoluíram assintomáticos. Os resultados dessa pesquisa, conduzida pela Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, a Dasa e o Hospital Santa Paula, se somam a outras evidências internacionais que guiaram a continuidade dos tratamentos de forma segura e embasada nesses pacientes.

Eu e todos os especialistas que participaram do estudo acreditávamos que mesmo com o pequeno número de 2 400 profissionais pelo país ainda podemos provar para essas mais de 20 milhões de pessoas que sim, somos poucos, raros, mas estamos aqui para servir e ampliar cada vez mais o acesso a quem sofre com essas doenças crônicas.

E vamos continuar nossos trabalhos e esforços para que qualquer pessoa acometida por uma doença reumática possa se sentir acolhida e segura, nutrindo a esperança de que um dia esses números se invertam e possamos oferecer uma assistência mais democrática.

* Jayme Fogagnolo Cobra é reumatologista, diretor da Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra, em São Paulo, e líder de um grupo de mais de 40 médicos que atuam em oito hospitais da região Sudeste

17 de setembro de 2020 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Setembro Amarelo e Reumatismo

Por Cobra Reumatologia

Estamos em pleno mês de combate ao suicídio e precisamos falar das causas de depressão que terminam em morte, é necessário cuidar do problema e evitar a consequência.

13 de agosto de 2020 by Cobra Reumatologia 0 Comentários

Tradição e inovação na reumatologia

Por Jayme Fogagnolo Cobra

Eu já comentei aqui sobre algumas pesquisas que Camille e eu tivemos a oportunidade de participar com o Prof. Georg Schett, Chefe do Departamento de Reumatologia e Imunologia da Friedrich-Alexander Universität Erlangen-Nuremberg (FAU).

Nossa clínica é referência na área de reumatologia e sempre fomos conhecidos por aplicar métodos diferentes dos convencionais. Temos muito orgulho da nossa história, desde o princípio entendemos que a excelência no atendimento tem que andar de mãos dadas com a inovação. Por termos essa compreensão, valorizamos muito essa parceria Brasil – Alemanha. Nós sabemos que a reumatologia avança de forma exponencial e o nosso intuito é disponibilizar para os nossos pacientes o que há de melhor nos tratamentos.

Por ocasião do lançamento do livro sobre os 75 anos da Clínica que teve o prefácio escrito por ele, enviei algumas perguntas para o Professor Schett que eu agora aproveito para compartilhar com vocês:

Como você vê o futuro da reumatologia?

Schett: Os avanços tecnológicos terão grande impacto no futuro da reumatologia, assim como em qualquer outra disciplina médica. Esses desenvolvimentos irão alimentar primeiro a pesquisa e, posteriormente, também afetarão a prática clínica.

A caracterização molecular de tecidos e células está melhorando rapidamente com a padronização e implementação de tecnologias de sequenciamento de mRNA, agora amplamente utilizadas e que levaram a novas ideias fundamentais sobre a anatomia e a função das células nas células imunológicas articulares e circulantes. Tais tecnologias permitem a análise do fenótipo de pacientes e de doenças de uma maneira aprimorada, com a esperança de definir novas doenças e endótipos de doenças de maneira molecular.

Um segundo grande avanço pode ser visto na imagem molecular. Foram desenvolvidas sequências de ressonância magnética que podem medir o metabolismo celular in vivo, além de agora também estarem disponíveis novas tecnologias de tomografia que possibilitam o rastreamento da ativação de moléculas específicas em humanos. Embora essas técnicas estejam longe do uso diário, elas ajudarão na evolução da pesquisa clínica, permitindo uma melhor definição das doenças e disponibilizando ferramentas adicionais para o diagnóstico de casos mais difíceis.

Finalmente, a pesquisa sobre reumatologia e o atendimento clínico serão afetados pela inteligência artificial. Por exemplo, o reconhecimento de padrões radiográficos sugestivos de artrite será uma área em que o reconhecimento de padrões desempenhará um papel enorme. Tais tecnologias, como o aprendizado de máquina, não irão se limitar a aspectos específicos dos dados dos pacientes, mas permitirão encontrar padrões (por exemplo, de risco) em todo o espectro dos dados clínicos dos pacientes.

Como você vê a reumatologia no Brasil?

Schett: Por diversas vezes nos últimos anos, tive a oportunidade de discutir e trocar opiniões com reumatologistas brasileiros de diferentes regiões do país. Tenho a impressão de que a reumatologia brasileira atual está bem conectada e fortemente ancorada tanto em centros acadêmicos como em clínicas.

Acredito que a forte representação da reumatologia na medicina no Brasil se baseia na liderança de pessoas muito dedicadas, responsáveis pela evolução da especialidade no país. A meu ver, não há dúvida de que a Família Cobra contribuiu substancialmente para o sucesso da reumatologia brasileira e para a situação em que se encontra hoje.

O Brasil possui uma comunidade de reumatologia muito ativa, representando tanto centros acadêmicos como clínicas. Os reumatologistas brasileiros são muito bem treinados e beneficiam-se de uma grande variedade de programas e iniciativas educacionais.

Além disso, a minha impressão é de que existe uma excelente cooperação entre os reumatologistas do país, o que é refletido, por exemplo, em coortes nacionais de pacientes. Portanto, posso afirmar ser muito otimista com relação à continuidade desse bom espírito na reumatologia brasileira e ao sucesso do campo nos próximos anos.

Que conselho você deixa para jovens médicos?

Schett: Meu conselho para os jovens médicos é ir além do sistema educacional padrão. Vá para o exterior por algum tempo e aprenda algo diferente, como uma nova tecnologia que você poderá aplicar posteriormente em seu trabalho. Pense em trabalhar com um especialista e um mentor que possam ampliar o seu horizonte e permitir que você saia da zona de conforto.

Jayme Fogagnolo Cobra, Médico na Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra.

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7 de agosto de 2020 by cobrareumatologia 0 Comentários

A dor e a reumatologia

Por Jayme Fogagnolo Cobra

Em geral, uma das principais queixas do doente reumático é a dor. Em busca de acabar com essa dor, é comum o paciente passar por alguns médicos, tentar alguma medicação, mas ainda não conseguir encontrar a solução para o seu problema. A dor crônica observada nas  doenças reumáticas podem ser devastadoras para quem as sente. Imagine, então, como chega um paciente reumático em nosso consultório, tendo convivido com a dor há muito tempo?

A dor crônica é uma das principais causas de incapacitação para o trabalho, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o protocolo do Ministério da Saúde, não há dados disponíveis no Brasil sobre a prevalência de dor crônica. Dados norte-americanos mostram que 31% da população têm dor crônica, acarretando incapacidade total ou parcial em 75% dos casos[i].

A reumatologia em si é uma especialidade muito complexa. Vários fatores podem causar dor, mesmo em pacientes que estejam com suas doenças em remissão, por isso o médico precisa exercer esse olhar sistêmico para ver o paciente como um todo. O reumatologista precisa ter habilidade de comunicação para traduzir essa complexidade em informações simples que ajudem o paciente a entender o que está acontecendo no corpo dele e como será o tratamento. Muitas vezes será preciso uma abordagem multidisciplinar e incluir parentes e amigos para oferecer uma rede de apoio, pois as doenças reumáticas podem impactar aspectos físicos, emocionais e sociais.

O atendimento de qualidade passa por acolher esse paciente e compreender como a dor está afetando a sua vida, principalmente porque a dor tem o seu componente de subjetividade. Por meio da conversa, precisamos entender seus hábitos e costumes para saber o que pode vir a contribuir ou a atrapalhar o seu tratamento. O paciente que vem para o consultório quer que você o trate como indivíduo e naquele momento ele quer a sua atenção total. Ele não quer se sentir como um número ou uma estatística.

Aqui na clínica, tudo o que fazemos é pensado para o bem-estar do paciente. O foco é sempre esse. Então, todos os detalhes, desde o recipiente de água, foi pensando no movimento que o paciente vai fazer, até as salas de atendimento no térreo para os pacientes com mobilidade reduzida.

Na reumatologia o tempo é um aliado importante. Um diagnóstico precoce auxilia no prognóstico favorável, inclusive na escolha e no tempo de tratamento. Para o controle da dor, o reumatologista pode indicar o uso de medicamentos e/ou terapias farmacológicas ou não, recomendando, inclusive, a atividade física. Sim, é possível um paciente reumático viver sem dor.

[i] Dor Crônica – Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – https://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/fevereiro/04/Dor-Cr–nica—PCDT-Formatado–1.pdf

Jayme Fogagnolo Cobra, Médico na Clínica de Reumatologia Prof. Dr. Castor Jordão Cobra.

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